SMILF: 5 razões para assistir a série do SHOWTIME

Antes do Lançamento de SMILF, o burburinho gerado foi fraco. Apesar dos criadores já terem lançado a história em versão curta-metragem e ter sido premiado em Sundance, pouco se sabia sobre a série do SHOWTIME.

Escrito e protagonizado por Frankie Shaw, SMILF conta a história de Bridgette Bird, uma mãe solteira que vive no limite. Do trabalho como tutora para os gigs como atriz, Bridgette se estica para conseguir ser uma boa mãe.

SMILF: single mother i’d like to f***

Apesar de, por diversas vezes, parecer perdida, Bridgette Bird é uma boa mãe. Todo esforço que ela coloca em dar uma infância feliz para seu filho acaba por fazer ela negligenciar sua vida amorosa, assim como muitas mães solteiras.

Agora que a série está com uma audiência firme, além dos críticos satisfeitos, SMILF promete ter o reconhecimento que merece. Mas por que SMILF é tão boa?

Vejamos os 5 pontos principais.

1. Trilha sonora de SMILF

Apesar de um porção de indie de corno, a trilha se integra muito bem à história. Com canções que vão de ‘Day Dreaming’ de Aretha Franklin, até outras com conteúdo e títulos que não ficam bem para falar em público.

Uma série que tem 3 músicas da Princess Nokia e ‘Do Leme ao Pontal’ de Tim Maia merece meu respeito.

Ouve a trilha sonora aí:

2. A imaginação de Bridgette Bird

Sonhar acordada é um especialidade desta SMILF. Com uma imaginação que a faz realizar sonhos eróticos ou fazer graça de problemas sérios, Bridgette levanta o astral da série com seus sonhos.

Muitas vezes fica até difícil de saber se ela fez algo ou só imaginou. Geralmente você tem que esperar um tempinho pra ver o que acontece nas cenas seguintes e ter a confirmação.

Parece confuso, mas é uma das melhores e mais divertidas coisas de SMILF.

3. Mulheres que existem

SMILF: Tutu, Larry Bird e Bridgette Bird.

SMILF: Tutu, Larry Bird e Bridgette Bird. Via Google.

A mulher perfeita ou a “diferentona” bidimensional – vide Big Bang Theory – não é mais interessante. Ela se tornou irrelevante e não consegue ser protagonista de nada… Pelo menos nada que preste.

A vida de uma mãe pobre, cheia de sonhos e carente de sexo não é lá uma receita de blockbuster. Muito pelo contrário. A TV odeia mostrar a realidade. Mas hoje é isso que nós queremos: mulheres reais. Cada vez mais os estúdios investem em personagens que realmente mexem com o público & this is beautful.

Seja Bridgette, Tutu (Rosie O’Donnell) ou Ally (Connie Britton), SMILF tem mulheres complexas que fazem da série uma delícia de assistir, apesar de não ser do gosto do povão.

Falando em mulheres de verdade, um fato curioso é que Larry Bird, filho de Bridgette, é interpretado por duas meninas, Anna e Alexandra Reimer.

4. Completamente impróprio

Nudez não é um problema em SMILF. Quando você menos espera um “documento” aparece balançando na tela. Nada de mau gosto, apenas nudez natural e, na maioria das vezes, engraçada.

Esse é um tabu que a TV mundial está quebrando aos poucos, mas que SMILF resolveu chegar dando uma voadora.

voadora

Voadora 😉

5. Feminismo

A sororidade em SMILF é algo que se nota rapidamente. Não por ser algo gritante, mas pelo contraste com a maioria das séries onde as mulheres antagonizam umas às outras.

SMILF: Bridgette Bird conversa com Nelson Rose

SMILF: Bridgette Bird conversa com Nelson Rose. Via Tumblr.

Discussões sobre igualdade de gêneros são tratadas de modo leve e, ao mesmo tempo, com dignidade. Se não fosse toda a nudez citada anteriormente, a série seria ideal para jovens mulheres aprenderem sobre questões feministas.

 

VEM PRO BONDE DAS SMILF

Ok. Não engravide e vire mãe solteira. Só assista a série e fique torcendo para Bridgette Bird tirar o atraso e arranjar um emprego melhor.

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Posted by Francisco Almeida

Redator e Consultor de conteúdo freelancer made in Ceará.

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