Fleabag: a série britânica para quem gosta de humor com muito deboche

Apesar de ser extremamente engraçada e fácil de assistir, Fleabag trata de temas profundos e que, normalmente, não são fáceis de achar graça em outras séries.

Mas o que faz da primeira temporada de Fleabag algo tão divertido mesmo tratando desses temas pesados?

A seguir vou comentar alguns dos pontos da primeira temporada de Fleabag para facilitar para você que ficou atordoado depois de assistir essa série maravilhosa.

*** Contém spoilers leves (seja lá o que isso signifique).

 

Quem é Fleabag?

Fleabag em seu café / Fonte: Decider.com

Fleabag em seu café / Fonte: Decider.com

Fleabag é uma personagem criada e interpretada por Phoebe Waller-Bridge. Para quem caiu de paraquedas nesse post: Fleabag é a protagonista e o nome da série.

A série é uma adaptação de uma premiada peça de teatro. A Amazon, através de seu serviço de TV Prime Video, fez o favor de trazer para nós essa maravilha e eu vou agradecer eternamente.

Fleabag é uma mulher fracassada na vida profissional e que tende a auto sabotar sua vida amorosa. Sua vida familiar também não é das melhores, recebendo pouco respeito ou confiança de seus familiares.

Sem mais delongas ou qualquer outro clichê, é hora de começar a falar da série.

Sexy sem ser vulgar, mas sendo vulgar

Fleabag sexting

Fleabag sexting

Fleabag fala bastante sobre sexo. Ao ponto que você se pergunta se a série é sobre isso.

O sexo, apesar de fundamental, não é o foco, mas um acessório. A série é sobre luto e autoestima. A aparente ninfomania da protagonista é apenas um sintoma de sua baixa autoestima, aliada a perda de sua melhor amiga.

Além de tudo, o sexo é apresentado de forma cômica, mesmo quando “mostra” o coito. Uma maravilha para quem curte falar de sexo sem papas na língua, mas não tem mais paciência para sexo apelativo para aumentar a audiência.

A madrinha madrasta

Fleabag S01: a madrasta.

A madrasta. / Fonte: Amazon.

Se o diabo tivesse uma esposa, ela ainda não seria páreo para “a Madrinha”.

Ela é aquele tipo de pessoa que te faz pensar em aprender a usar uma arma. A manifestação física de tudo de ruim que existe no mundo.

Apesar dos pesares, a Madrinha é a segunda personagem mais importante da série, já que é através dela que as fraquezas de Fleabag são expostas. Da extrema aversão às regras ao motivo da morte de Boo, sua melhor amiga, a madrinha é quem faz o trabalho sujo. Sem ela a série seria uma comédia que fala de uma mulher que gosta de sexo apenas por gostar.

Fleabag não é santa

Fleabag não é santa

A moça não é santa / Fonte: Odyssey

Fleabag é uma personagem carismática, mesmo não sendo uma pessoa muito empática. Ela trata o namorado como um pedaço de carne e tem ZERO pena em largar o coitado para conseguir uma faxina na casa. É difícil de entender porque não consigo odiá-la.

Seria porque é possível notar o quão desolada a protagonista é, mesmo com essa fachada de hipster vida louca? Seja o que for, ela não é exemplo pra ninguém!

MAS isso não deixa de nos fazer torcer para que a tão aguardada segunda temporada de Fleabag – que foi confirmada mas ainda não tem data – chegue logo.

Caso esteja procurando algo para assistir nos mesmos moldes, Phoebe Waller-Bridge também criou e protagonizou Crashing (2016). Vale a pena assistir, mas cuidado para não se confundir e assistir a Crashing da HBO. Não sei se é ruim, mas duvido que seja tão boa com a xará britânica.

Posted by Francisco Almeida

Redator e Consultor de conteúdo freelancer made in Ceará.

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